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Biossegurança

Sob uma abordagem dinâmica e descontraída, o especialista em biossegurança, Marco Costa, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), compartilhou com os servidores da Funed dicas sobre a importância de compreender os aspectos que envolvem a segurança nas práticas cotidianas laboratoriais.  O curso de Biossegurança em Laboratório Analítico foi ministrado nesta segunda-feira, 26/09, no auditório José Agenor Alves da Silva.

Como ambiente multirrisco – em que vários aspectos químicos, biológicos e psicossociais estão presentes – o trabalho em laboratório exige a adoção de cuidados adicionais. Além do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), é preciso considerar as ações dos indivíduos durante as atividades executadas.

Assim, buscando unir o uso de EPI’s com a prática de autoproteção, Marco Costa falou sobre a biossegurança com foco na pessoa, e não nos equipamentos (máquinas e processos). “A boa utilização dos recursos técnicos são efeitos secundários da biossegurança, pois surgem com a conscientização dos agentes envolvidos nos processos”, explica Marco Costa.

Ao longo da palestra, o ministrante enfatizou que risco zero não existe, mas que podem e devem ser gerenciados a partir de práticas conscientes. “Aplicar a biossegurança é estar diante de ambientes inadequados, mas transitar de forma segura, observando o que pode oferecer risco e como se posicionar diante deles”, esclarece Marco Costa.

Para a gerente da Divisão de Controle de Qualidade, Maíra Carneiro, “desenvolver uma postura mais consciente nos servidores contribui para, não somente, a proteção individual, mas do grupo como um todo”, analisa. Entre as características de um ambiente seguro abordadas pelo ministrante foram enfatizados o nível de confiabilidade, comunicação, segurança patrimonial, qualidade observada e competência.

 Segunda edição

Promovido pela primeira vez em 2009, para um público de 25 pessoas, as práticas de segurança apresentadas por Marco Costa repercutiram de maneira positiva nas ações cotidianas nos laboratórios da Funed, resultando em um segundo convite. “O perfil descontraído do especialista, possibilita a troca de experiências, o pensamento crítico, mas principalmente facilita a compreensão do conteúdo”, justifica Maíra Carneiro.

Nesta edição, o número de inscrições foi ampliado, possibilitando a participação de servidores interessados de todas as áreas da Funed. “Com essa segunda oportunidade buscamos agraciar um maior número de servidores, já que na primeira edição conquistamos bons resultados. A aceitação foi tão boa que tivemos 114 inscrições, o que demonstra que há uma preocupação geral em trabalhar seguramente”, avalia Maíra Carneiro.

Texto: Aline Xavier

Foto: Gleisson Mateus