Somente no mês de novembro deste ano, a exposição de animais peçonhentos da Fundação Ezequiel Dias (Funed), recebeu a visita de quase 800 pessoas, entre estudantes universitários, crianças, policiais e funcionários de empresas privadas. Todos interessados em aprender mais sobre cobras, aranhas e escorpiões.
A área de exposição da Funed conta com mais de 30 exemplares de animais, das mais variadas espécies de serpentes peçonhentas e não-peçonhentas: urutus, cascavéis, jararacuçus, jararacas, caiçacas, jibóias, salamantas e cobras-cipó, além de escorpiões e aranhas. A criação de serpentes na Fundação tem por finalidade a produção do veneno para a produção de soro antipeçonhento e também para fins de pesquisa científica.
Mas permite também a prestação de um serviço de educação ambiental, com palestras de orientação sobre cuidados e prevenção de acidentes com esses animais. Nas palestras, os participantes podem esclarecer dúvidas sobre as principais cobras venenosas existentes no Brasil, aranhas, escorpiões, além de receber dicas sobre como se prevenir contra seus ataques. Já a parte prática, é o momento em que o visitante tem contato com o animal, aprendem as técnicas de captura e como devem ser feitos os primeiros socorros.
Para a bióloga e técnica do Serviço de Animais Peçonhentos (SAP) da Funed, Thais Saraiva, é importante que as pessoas conheçam o trabalho da Fundação como produtora de soro, mas que também sejam educadoras ambientais. “A partir do momento em que a pessoa recebe o material didático, ela também passa a ser uma disseminadora de conhecimento”, disse.
Todos os animais expostos são recebidos pela Funed por meio de doações da comunidade, de instituições parcerias como Polícia Florestal, Corpo de Bombeiros, Equipe de Zoonoses das prefeituras e também do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis).
Recebimento de Animais
O Coordenador do Serviço de Animais Peçonhentos, Rômulo Toledo, conta que, normalmente, as pessoas encontram os animais em suas residências ou em outras áreas urbanas e procuram a Funed para fazer a doação. “No ato do recebimento, a nossa equipe tira dúvidas e disponibiliza materiais didáticos, e ainda oferece palestras e cursos gratuitos”, afirma.
Segundo Rômulo, atualmente, os animais são doados por várias instituições parceiras. Dentre elas a escola de veterinária da UFMG, o setor de zoonoses dos municípios de Minas Gerais, a Policia Militar, Corpo de Bombeiros, Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), Polícia Florestal, o Exército Brasileiro, o Incra, dentre outros. “O relacionamento começou com essa troca. Eles trazem os animais e nós ofertamos cursos e materiais didáticos. Mas a extensão territorial de Minas é muito grande e sabemos que podemos ampliar ainda mais essas parcerias”, afirma Rômulo.
Ele reforça a importância de que a sociedade e as instituições contribuam para o aumento do acervo de animais da Funed. “Além da importância médica, biológica e educacional, o veneno desses animais é a fonte principal de matéria-prima para a produção do soro”, diz.
Alerta
Nos meses mais quentes do ano, que já se aproximam, as ocorrências de acidentes com animais peçonhentos são mais frequentes, pois é nesse período que as serpentes e escorpiões se tornam mais ativos e saem em busca de alimentos. Em média, a Funed recebe cerca de 25 cobras por semana (100 animais/mês). A Funed é cadastrada e licenciada pelo Ibama para essa atividade.
Somente no mês de novembro, foram recebidos 390 animais, divididos entre cobras, aranhas e escorpiões. A partir do recebimento, é feita uma triagem para verificação das condições de saúde dos animais, região de captura. “As espécies raras, não comuns na nossa fauna e com necessidade de cuidados especiais são expostos para visitação pública. Os demais são utilizados para a produção de veneno”, explica o chefe do Serviço, Rômulo Toledo.
As pessoas e empresas interessadas em conhecer mais sobre esses animais, em solicitar uma palestra ou que encontrarem algum peçonhento podem entrar em contato com o Serviço de Animais Peçonhentos da Funed pelo telefone 0800 283 1980 (opção 03).
Dicas
Em casos de picadas de escorpião ou serpentes, o indicado é procurar atendimento médico mais próximo do local do acidente. O Hospital João XXIII é referência no atendimento de pessoas picadas por animais peçonhentos.
Nunca amarrar ou cortar o local da picada, nem fazer torniquetes. Também não se deve medicar o enfermo antes do atendimento e avaliação do médico.
Texto: Amanda Matos
Foto: Thiago Valinho
Link original para esta notícia:
http://funed.mg.gov.br/noticias/exposicao-de-serpentes-aranhas-e-escorpioes-atrai-publico-recorde/
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