A história da Fundação Ezequiel Dias - FUNED se confunde com a de seu fundador Ezequiel Caetano Dias e com a expansão das atividades do Instituto Manguinhos, (hoje a Fiocruz, do Rio de Janeiro). Ezequiel ingressou no Instituto ainda muito jovem como ajudante acadêmico de Medicina. Em 1905, a pedido do diretor, seguiu para o Maranhão e passou a dirigir o Laboratório Bacteriológico da região. Após alguns meses, regressou ao Rio devido ao agravamento do seu estado de saúde e, de lá, foi encaminhado para Belo Horizonte, por recomendação médica. Em 03 de agosto de 1907, foi inaugurada na capital mineira, na rua da Bahia, próximo à Praça da Liberdade, a Filial do Instituto Manguinhos.O objetivo era pesquisar, divulgar e ampliar as ações de saúde pública pelo Estado. Após a morte de Ezequiel Dias, em 1922, a Filial passou a se chamar Instituto Ezequiel Dias, em sua homenagem.
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Funed vai produzir 1º genérico

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Funed vai produzir 1º medicamento genérico

O Tenofovir, medicamento importado, de alto custo, usado no tratamento da Aids, passará a ser produzido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório farmacêutico público do Estado de Minas para distribuição em todo território nacional. Será também o primeiro antirretroviral genérico produzido no país. O registro, ou seja, a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a produção do Fumarato de Tenofovir Desoproxila (nome do genérico) pela Funed, foi publicada no Diário Oficial da União nesta semana (07/02).

Para o Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, “essa conquista representa o pioneirismo e a capacidade de inovação da Funed, como organismo que rompe fronteiras da biotecnologia, desenvolvendo produtos de valor estratégico para Minas Gerais e Brasil. Essa parceria comprova a confiança e o reconhecimento do ministério”, ressaltou. 

De acordo com a chefe da Divisão de Desenvolvimento Farmacoténico e Biotecnológico da Funed, Sílvia Fialho, desde que a patente do medicamento expirou, em 2009, a direção da Funed priorizou o desenvolvimento do Tenofovir. “Desde então, toda a equipe vem trabalhando, em parceria com os laboratórios Blanver e Nortec, no projeto. Depois de meses de estudos e testes, solicitamos o registro do medicamento junto à Anvisa e, agora, estamos aptos a produzir”, disse Sílvia Fialho.

O Ministério da Saúde considera o Tenofovir um item de interesse público, estratégico para a saúde pública no país. Segundo dados da Coordenação Geral de Recursos Logísticos do Ministério, o Tenofovir é um dos itens mais caros do programa – corresponde a quase 10% dos gastos de tratamento do programa DST/Aids – e é utilizado por mais de 30 mil pacientes em todo o país.

Com a produção pública da Funed, no período de quatro anos, o Brasil poderá ter uma economia de R$110 milhões de reais. Além da Funed, o Laboratório Farmacêutico Oficial de Pernambuco (Lafepe), em parceria com a Cristália, está desenvolvendo o produto.

De acordo com Sílvia Fialho, a expectativa é de que o primeiro lote seja produzido no primeiro semestre deste ano. “Esse é um trabalho conjunto, de parceria. Nos testes de desenvolvimento do piloto, a Nortec disponibilizou o ativo e a Blanver e a Funed fizeram a formulação do comprimido”, explica. Inicialmente, o Tenofovir Funed será disponibilizado em embalagens com 30 comprimidos. “A Fundação terá capacidade para atender a metade de toda a demanda do Ministério. No primeiro ano, esperamos produzir cerca de 13 milhões de comprimidos, com expectativa de chegar, ao final do contrato, a 18 milhões de unidades por ano”, reforça.

A Funed, laboratório oficial do Estado de Minas Gerais, já produz atualmente outros dois medicamentos antiretrovirais – Nevirapina e Lamividuna + Zidovudina – que compõem o coquetel de tratamento da Aids. A demanda do Ministério da Saúde para 2011 é de 6 milhões de comprimidos de Nevirapina e 13,5 milhões de Lamivudina + Zidovudina.

Parcerias

O acordo assinado entre a Funed e as empresas prevê a transferência da tecnologia completa para a etapa de produção do medicamento no prazo máximo de quatro anos. Também determina que a Nortec desenvolva e produza o ativo nacionalmente, sem a dependência da importação da matéria-prima. Pelo acordo, até o final do contrato, todas as etapas, desde o desenvolvimento e produção serão feitas na Funed.

A definição e incentivo para o desenvolvimento e produção dos medicamentos estratégicos de alto custo pelos laboratórios oficiais faz parte da Política Nacional de Desenvolvimento de Fármacos do Ministério da Saúde. A Funed já atende a essa política com a produção da Vacina contra meningite e agora, amplia sua participação e há expectativa de novas ofertas.

Demais parcerias também foram firmadas pela Funed com outras indústrias farmacêuticas para produção de outros medicamentos de alto valor agregado. Dentre eles o EntecaVir, outro antiretroviral usado no tratamento da Aids, o Donepezila, usado no tratamento de Alzheimer, a Atorrvastatina, usada para controle de colesterol; Pramipexol, medicamento para mal de Parksinson; além de um indicado para o tratamento de artrite reumatóide, outro para tratamento da hepatite e ainda duas vacinas: a Vacina 23valente pneumocócica e a  Vacina heptavalente, que poderá ser usada contra difteria, tétano, pertusis, hepatite B, Hib, poliomielite, meningite C. Esta última é uma parceria entre Funed, Instituto Butantan e Biomanguinhos.

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Link original para esta notícia:
http://funed.mg.gov.br/noticias/generico/
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