A história da Fundação Ezequiel Dias - FUNED se confunde com a de seu fundador Ezequiel Caetano Dias e com a expansão das atividades do Instituto Manguinhos, (hoje a Fiocruz, do Rio de Janeiro). Ezequiel ingressou no Instituto ainda muito jovem como ajudante acadêmico de Medicina. Em 1905, a pedido do diretor, seguiu para o Maranhão e passou a dirigir o Laboratório Bacteriológico da região. Após alguns meses, regressou ao Rio devido ao agravamento do seu estado de saúde e, de lá, foi encaminhado para Belo Horizonte, por recomendação médica. Em 03 de agosto de 1907, foi inaugurada na capital mineira, na rua da Bahia, próximo à Praça da Liberdade, a Filial do Instituto Manguinhos.O objetivo era pesquisar, divulgar e ampliar as ações de saúde pública pelo Estado. Após a morte de Ezequiel Dias, em 1922, a Filial passou a se chamar Instituto Ezequiel Dias, em sua homenagem.
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Lançamento de livro sobre ofidismo e exposição enceram o mês dos 105 anos da Funed

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Livro A Defesa Contra o Ophidismo

Livro A Defesa Contra o Ophidismo - Foto: Marina Scutasu

A Fundação Ezequiel Dias (Funed) promoverá no dia 29 de agosto, juntamente com a Rede Nacional de Informação, Diálogo e Cooperação Acerca dos Animais Peçonhentos (Rede Vital para o Brasil), um coquetel e uma mesa redonda para o lançamento do livro “A defesa contra Ophidismo”. Ainda neste dia, acontecerá a abertura da exposição “Animais peçonhentos – Passado e Memória na construção de valores”, além da reunião bimestral da Rede. Estes eventos têm como objetivo fechar o mês de comemoração aos 105 anos da Funed, além de promover, popularizar e difundir o conhecimento científico entre os servidores.
A solenidade de lançamento do livro escrito por Vital Brazil, em 1911, e relançada agora, também com a edição comentada por autores atuais, será em forma de uma mesa redonda, composta pela Presidência da Fundação, representada pelo Chefe de Gabinete, Homero Jackson, pelo Presidente da Rede Vital para o Brasil (RVB), Erico Vital Brazil, Rejane Lira da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Julia Franceschi da Universidade de Campinas (Unicamp). Além da edição comentada por autores atuais, este volume terá alguns documentos importantes: a carta do ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt, Prêmio Nobel da Paz, em agradecimento ao Vital Brazil pelo recebimento de um exemplar do livro.
A exposição “Animais peçonhentos – Passado e Memória na Construção de Valores”, ficará no hall de entrada do prédio principal aberta para os servidores da Fundação até o dia 06 de outubro. A mostra contemplará painéis contando a história do ofidismo e da Rede Vital para o Brasil.
Ainda compondo esta programação, nos dias 30 e 31 acontecerá a Reunião Bimestral da Rede Vital Para o Brasil. Neste encontro serão discutidos vários assuntos pertinentes às atividades da Rede: revisão do manual de animais peçonhentos, discussão sobre as relações com o Ministério da Saúde, atualização dos pontos estratégicos, termo de cooperação de parceria ou participação na Rede.

Sobre a Rede
A Rede Vital para o Brasil – Rede Nacional de Informação, Diálogo e Cooperação Acerca dos Animais Peçonhentos – agrega, representa e apoia os diferentes profissionais, associações e instituições que exercem alguma atividade relacionada aos animais peçonhentos e seus venenos.
A Instituição tem como principal objetivo promover o diálogo e a cooperação entre as diversas instituições e profissionais desta área específica do conhecimento, dando suporte permanente à troca de informações e experiências, ao estímulo para a formação qualificada, para a preservação da memória e para a divulgação de conteúdo científico.

Sobre Vital Brazil
Nascido em 28 de abril de 1865, em Campanha (Minas Gerais), Vital Brazil é considerado até os dias de hoje um dos mais importantes nomes da ciência brasileira e também consagrado no cenário internacional. É conhecido também principalmente pela descoberta da especificidade dos soros antipeçonhentos.

Para manter os estudos Vital trabalhou como escrivão da polícia. Formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. No interior paulista ele combateu epidemias de febre amarela, varíola e cólera. Foi ele quem produziu as primeiras doses dos soros antipestoso, antiofídico e antidiftérico, preparou tuberculina e outras vacinas, além de ter coordenado a campanha contra peste bubônica. Ainda, desenvolveu um soro contra os venenos de cascavel e jararaca.

Além de ter criado uma das primeiras escolas do Brasil que alfabetizavam crianças de dia e adultos à noite, desenvolveu materiais de informação sobre como se proteger das cobras e outros animais peçonhentos para as pessoas do campo, inventou uma caixa de madeira barata e segura para que os fazendeiros pudessem capturar as cobras, e como as cobras eram essenciais para a fabricação de soros, firmou convênios com as estradas de ferro para transportá-las, pois eram essenciais à fabricação do soro.

Texto: Amanda Matos
Foto: Marina Scutasu

Informações deste artigo:

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http://funed.mg.gov.br/noticias/lancamento-de-livro-sobre-ofidismo-e-exposicao-enceram-o-mes-dos-105-anos-da-funed/
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