A história da Fundação Ezequiel Dias - FUNED se confunde com a de seu fundador Ezequiel Caetano Dias e com a expansão das atividades do Instituto Manguinhos, (hoje a Fiocruz, do Rio de Janeiro). Ezequiel ingressou no Instituto ainda muito jovem como ajudante acadêmico de Medicina. Em 1905, a pedido do diretor, seguiu para o Maranhão e passou a dirigir o Laboratório Bacteriológico da região. Após alguns meses, regressou ao Rio devido ao agravamento do seu estado de saúde e, de lá, foi encaminhado para Belo Horizonte, por recomendação médica. Em 03 de agosto de 1907, foi inaugurada na capital mineira, na rua da Bahia, próximo à Praça da Liberdade, a Filial do Instituto Manguinhos.O objetivo era pesquisar, divulgar e ampliar as ações de saúde pública pelo Estado. Após a morte de Ezequiel Dias, em 1922, a Filial passou a se chamar Instituto Ezequiel Dias, em sua homenagem.
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Viúva-marrom

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Aranha do tipo viúva-marrom tem sido encontrada com maior frenquencia em Minas

Animal é pequeno, mas tem veneno tóxico que pode levar até a morte

A combinação de chuva e calor, além de aumentar a proliferação de mosquitos e pernilongos e, consequentemente, de doenças como a dengue, favorece o aparecimento de outros animais que também representam riscos para a saúde pública.  A aranha viúva-marrom (Latrodectus geometricus), por exemplo, é um animal pequeno, mas com veneno altamente tóxico e que tem sido encontrada com maior frequência em áreas residenciais no período chuvoso e de altas temperaturas.

“Até então, o aparecimento e captura dessa aranha em Minas era raro. Não tínhamos exemplares dela no Serviço de Animais Peçonhentos da Funed até o mês passado”, conta o chefe do Serviço, Rômulo Righi de Toledo. Segundo ele, depois que um exemplar do animal foi encontrado em Lagoa Santa, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde e com o Hospital João XXIII para registro da incidência do animal do Estado.

“Ao fazer a notificação, ficamos surpresos ao saber que os acidentes com esse tipo de aranha têm sido cada vez mais freqüentes em Minas. Consequentemente, o aparecimento dela também”, disse. O perigo, segundo Rômulo, se deve ao fato de ser um animal muito pequeno – que mede de seis a 15 milímetros, no máximo – de fácil locomoção, com veneno altamente tóxico e cujo soro para tratamento ainda não é produzido no Brasil (atualmente é importado da Argentina).

“Essa espécie de aranha tece uma teia em formato de um balão que é facilmente transportada pelo vento. Costuma ser encontrada em jardins, materiais de construção e lugares sujos”, explica Rômulo Toledo. Ele diz que, apesar de pequena e de atacar somente quando é provocada, a picada da viúva-marrom pode provocar a morte, dependendo das condições imunológicas do paciente. “O veneno dessa aranha tem uma ação neurotóxica que atinge o sistema nervoso do homem, e, se não tratado em tempo hábil, o quadro clínico pode ser agravado ao óbito”, afirma.

Então, vale o alerta. Caso a aranha seja encontrada, ela deve ser encaminhada para o Serviço de Animais Peçonhentos da Funed. E em caso de acidentes, o paciente deve ser levado ao Hospital de Referência para esse tipo de tratamento que é o João XXIII, em Belo Horizonte. “Na Funed faremos a identificação do animal, prestaremos informações sobre prevenção e primeiros socorros em acidentes com este animal”, informa o chefe do Serviço de Animais Peçonhentos.

Sintomas

Os sintomas da picada podem variar de leves a graves. Os mais comuns são dor, edema e sudorese no local, além de dor nos membros inferiores, sensação de formigamento (parestesia) em alguns membros, tremores e contraturas. Em casos mais extremos, pode provocar dor abdominal, sudorese generalizada, taquicardia e retenção urinária.

Ações na Funed

Como o aparecimento da Viúva-marrom tem sido mais freqüente e devido ao tamanho da área verde no pátio da Fundação Ezequiel Dias (Funed), a equipe do Serviço de Animais Peçonhentos decidiu fazer uma varredura pela instituição. “Vamos fazer uma ação preventiva e de conscientização”, disse Rômulo Righi Toledo, chefe do Serviço.

Serão três momentos: ação de alerta (informativa), coleta de possíveis animais no pátio da Funed e controle químico com dedetização especial. A previsão é que isso seja feito no começo da próxima semana.

Texto: Amanda Matos

Atualizado em 02/01/2013

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Link original para esta notícia:
http://funed.mg.gov.br/noticias/viuva-marrom/
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